Pesquisar este blog

terça-feira, 20 de maio de 2014

A Boca fala daquilo de que o coração está cheio

Quero, neste artigo, refletir junto com você a experiência de sermos chamados por Deus para ministrar a música que vem e é Dele.

Vemos hoje um grande mover do Espírito Santo em nossa amada Igreja, são tantas as obras e pessoas que estão sendo levantadas pelo Senhor para a salvação das almas, e com certeza você também é chamado, Deus deseja ardentemente realizar a Sua vontade na sua vida. E em especial em você, músico católico, que pode, com seu canto, anunciar com autoridade e simplicidade o Evangelho da Salvação.

Para que anunciemos a Palavra viva e atuante que é o próprio Deus, é necessário que vivamos esta Palavra, pois a Bíblia nos diz: "a boca fala daquilo de que o coração está cheio’’. (Lc 06, 45)

Por isso, amado(a) irmã(o), eu quero lhe contar hoje um grande segredo que pode mudar sua vida ministerial. Muitas vezes cantamos que Deus é fiel, Capaz, Bom, Maravilhoso, que cura os doentes, etc, etc... Não é mesmo? Mas nós temos experimentado a capacidade, a fidelidade, a bondade e a providência de Deus em nossas vidas? Digo mais: nós temos vivido profunda e verdadeiramente cada canção que cantamos e tocamos? O nosso coração tem batido com apaixonado e com ardor ao Amor do Senhor? Temos amado o Nosso Deus como Ele é digno de ser amado?

Não faço estas perguntas para questionar o seu canto, mas para alertar que o que vivemos e como vivemos também é expresso quando estamos ministrando. As letras das canções, os arranjos, as vozes e as melodias somente vão transformar os corações de quem as ouve, quando justamente estivermos vivendo aquilo que cantamos, pois, de fato, estes são meios para que o Espírito Santo chegue aos corações. Para que isso aconteça é necessário que tenhamos corações arrependidos na presença do Senhor, corações que buscam ao Senhor mesmo em meio às dores e tribulações, corações que vivam cada canção. Enfim, que a nossa vida seja traduzida numa oração a Deus, que cada acorde, cada solo, cada canção seja uma oração que suba como aroma suave até o trono de Deus.

Hoje temos, graças à bondade do Nosso Deus, a presença do Pe. Jonas Abib (Comunidade Canção Nova), o qual nem se precisa falar nada, pois o seu olhar já nos mostra Jesus. É assim que Deus nos quer, é assim que tem que ser quando cantamos, pois se o nosso coração estiver cheio de Deus, o nosso canto vai fluir, vai dar frutos. Acredito que uma pregação, uma música, um livro, um CD, só acontece eficazmente na vida de um irmão, quando vivenciamos profundamente o que está ali gravado, de uma maneira ou de outra.

Nós, da Banda Vida Reluz, temos viajado o Brasil inteiro levando o amor de Deus, mas muitas vezes é difícil cantar a capacidade, a bondade e a força de Deus se justamente naquele momento estamos precisando dela, pois somos limitados e pequenos O Senhor vem em auxilio à nossa fraqueza, Ele é o nosso refúgio e fortaleza e Ele mesmo acaba fazendo a obra, afinal a obra é Dele.

Quantas vezes não fomos curados e libertos no palco! Certa vez, em um show, o Luiz Felipe ministrava a canção ‘’Confia em Mim’’ e, terminando a música, iríamos cantar a canção ‘’Eis aí tua Mãe’’, porém, a Rosana, quem sola a música, estava em prantos, pois no momento da canção anterior Deus estava renovando seu coração. Por isso, digo, o caminho é difícil, mas Jesus nos diz ‘’CORAGEM! Eu venci o mundo e sei que você vai vencê-lo".

Viva sem medo, cante sem medo, leve o que você tem vivido para os outros, com certeza Deus está com você e está agindo profundamente em sua vida. Leve sua experiência com Deus para os outros, assim poderemos ornar a Noiva que o Senhor vem buscar.

Termino este artigo pedindo a Deus que venha em nosso auxilio, que Ele possa, a cada dia, nos ensinar a viver a Sua vontade e que a nossa vida possa dar frutos de santidade, de amor e de concórdia nesta terra escolhida, amada e carinhosamente cuidada por Deus.

"Tu és o meu filho muito amado, Sou Eu quem te resgato e te amparo, velo por ti pois o teu nome está gravado em Minhas Mãos‘’.

Um grande abraço!



Felipe Souza,
(com a colaboração de Tatiana Melo)
Banda Vida Reluz

domingo, 20 de abril de 2014

Desafios do músico católico

Quais os maiores desafios do músico católico? Quais as principais características do serviço musical ministerial? De que forma o músico pode fazer do exercício dos seus dons um caminho de santidade para si e toda a Igreja? São algumas das perguntas que Augusto Cezar responde no seu livro “Quem canta reza duas vezes”, lançado sábado passado, 16 de março, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Augusto Cezar nasceu em 1970, no Rio de Janeiro, com uma deficiência física, e é filho e neto de músicos. Graduou-se em música, com habilitação em violão clássico, pela UFRJ. Em 1999, formou, com Fred Pacheco e Filipe Freire, o trio DOM (Deo Optimum Maximum, em português: “Para Deus o máximo”) , grupo musical que, ao longo de mais de uma década, gravou 4 CDs e 1 DVD. Casado com Aline, é compositor da música O céu em você e autor do livro Dentro de mim mora uma canção.

Augusto Cezar concedeu-nos uma entrevista exclusiva sobre a sua mais recente obra: “Quem canta reza duas vezes”. Acompanhe-a a seguir:

ZENIT: Por que você acredita na música como forma de contemplação?

Augusto Cezar: São João da Cruz diz que a contemplação é a "linguagem calada do Amor". A música possibilita a experiência de enxergar o transcendente no cotidiano. Calarmos aquilo que nos distrai para ouvirmos o que nos é essencial. Ao mergulharmos na dimensão poética da música; onde todo ativismo e toda preocupação instrumentalista do nosso dia a dia não pode nos alcançar, voltamos todo nosso ser: corpo, alma e coração para aquilo que nos é essencial e que mora dentro de nós. Não se trata de fuga, mas de uma necessidade de fazer respirar o que de nós fica escravizado pelo temporal e material.

ZENIT: Como surge a inspiração num músico católico?

Augusto Cezar: A inspiração do músico católico é tudo o que participa da sua vida interior em Cristo. Suas aspirações e desejos, medos e fracassos, sons e silêncios do seu coração. A vida de oração, a frequência aos sacramentos, a experiência da vida em comunidade (Igreja), a escuta da palavra e a reta intenção de servir são pré-requisitos fundamentais para alimentar de inspirações e horizonte todo músico cristão.

ZENIT: Qual a importância da formação teológica do músico e compositor para poder evangelizar?

Augusto Cezar: A formação teológica ao mesmo tempo em que capacita para uma adequada missão evangelizadora em uníssono com os ensinamentos da igreja também aprofunda no músico as questões fundamentais para qualquer católico.

ZENIT: Por que a arte musical pode tocar as pessoas e ajudar na sua conversão?

Augusto Cezar: A música, como toda forma de arte, é expressão de beleza. Toda beleza de alguma forma aponta para o Verdadeiramente Belo. A música, nas suas características específicas expressa de forma particular a beleza de Deus. Nos detalhes de uma canção podemos escutar a voz Daquele que nos criou.  Um grande maestro, Ricardo Muti diz: Deus mora nos detalhes.

ZENIT: Você saberia dizer se Jesus ou os apóstolos cantaram para evangelizar? O que significa para você o "quem canta reza duas vezes"?

Augusto Cezar: Os salmos são canções e fazem parte da tradição judaica. Desde os tempos mais antigos a Igreja abriu espaço para esta forma de expressão. Santo Agostinho cita em suas confissões o impacto dos cânticos que ouvira em Milão, na época de Santo Ambrósio (santo este a quem é atribuído uma forma chamada "canto ambrosiano"): Eis que redobrava minhas lágrimas ao ouvir teus cânticos...

A expressão "Quem Canta Reza Duas Vezes" (que em latim originalmente é "Qui bene cantat, bis ora" - quem canta bem, reza duas vezes), eu penso que se refere a cantar com os lábios e com a vida. Integrando em todas as dimensões do meu ser um louvor ao Cristo Ressuscitado.

ZENIT: Qual a mensagem que quis passar com esse seu último livro?

Augusto Cezar: Este livro é uma partilha. Mesmo as citações de Santo Agostinho não pretendem ter um tom professoral. O bispo de Hipona mesmo afirma: na escola do Senhor somos todos condiscípulos. Nesta partilha quis oferecer algo que me é próximo, um olhar sobre a espiritualidade do músico católico, daquele que entrega em serviço seus dons, não em proveito ou prazer pessoal, mas para edificação da Igreja. Por isso, a presença deste santo que é um marco no pensamento da história da humanidade, mesmo para os que não são católicos. Ele mesmo nos deixou a verdadeira dimensão de todo fazer ministerial: Pouco importa quanto fazes e sim o quanto amas!

fonte: zenit.org
(20 de Março de 2013) © Innovative Media Inc.

A música católica não é feita para fazer sucesso

O músico exerce uma função importante na liturgia e também nos momentos de louvor. O que precisa estar muito presente no coração dele é a dinâmica da espiritualidade. A espiritualidade do músico católico deve ser voltada para a experiência católica.

Um exemplo: um músico católico que não vai à Missa, deixa de ser um músico católico, porque ela é o auge da espiritualidade católica. Outra coisa que precisa ficar presente na espiritualidade do músico católico é a Adoração Eucarística, buscar Jesus na Eucaristia e todas as suas vertentes, como a intimidade com a Palavra de Deus.


Padre Roger Luis
Foto: Célia Grego


Você, músico, conhece muito bem as fontes de inspiração.Quando a música brota da Palavra de Deus, ela tem uma eficácia sobrenatural, basta você musicar a Palavra pela inspiração, buscar a harmonia no coração de Deus e você vai ver como a música "pega". A Bíblia em si já traz vida, libertação e cura. Precisamos fazer uma experiência com a Palavra de Deus.

Algo importante também é a intimidade com o Espírito Santo, porque – em minha opinião, e creio que não seja só em minha opinião – isso é obra de Deus, pois a inspiração da música católica precisa vir do Espírito Santo.

Nós também não precisamos consultar harmonias da música secular para colocar na música católica. Pois, assim, perde em unção, perde em eficácia, porque o Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade, então, não há necessidade de buscá-la em outras fontes.

Há uma passagem do profeta Jeremias que diz: "Os grandes da cidade enviaram os servos à procura de água. Encaminham-se estes às cisternas; água, porém, não encontram, e voltam com os recipientes vazios, envergonhados, confundidos, cobertas as cabeças" (Jer 14,3). O povo estava deixando as águas puras para buscar água em cisternas vazias.

Isso é muito importante para que tenhamos consciência. Não deixe a "água pura", a fonte da Palavra, da Eucaristia, da experiência dos santos, do relacionamento pessoal com a Virgem Maria. Tudo isso é fonte de inspiração. Não busque em "cisternas" vazias! Deus fala a nós nessa Palavra e nos indica o caminho a seguir.

A música, então, precisa brotar da oração e não de um acorde secular. O acorde é Deus quem vai dar. Conheço muitos músicos e, partilhando com eles sobre o nascimento de uma música, sei que ela vem de um momento de oração e Adoração Eucarística.

A música católica não é feita para fazer sucesso. O sucesso que Deus quer são almas salvas, vidas transformadas, pessoas curadas! E a música tem este poder. Assim como tem o poder de fazer uma pessoa se embriagar, se drogar – como vemos, por exemplo, nas festas rave – ela tem o poder de transformar uma vida. Nós precisamos "virar a mesa", virar o jogo e apresentar uma música pura, que vem do Céu e transforma vidas.

Que Deus abençoe você e que Ele próprio o inspire. Não busque fora de Deus, porque só Ele tem a inspiração para o novo da sua canção.

Padre Roger Luis da Silva
Comunidade Canção Nova
blog.cancaonova.com/padrerogerluis

Respiração: o combustível da voz e do canto

Apresentação

Olá!!!

Primeiramente quero apresentar-me: sou Ivani Rosa, tenho 27 anos, sou FONOAUDIÓLOGA com ESPECIALIZAÇÃO EM VOZ. Estou iniciando esta coluna para falar especificamente de VOZ e CANTO. Nela poderemos discutir assuntos que envolvem a técnica vocal: respiração e apoio, articulação, ressonância e projeção vocal, afinação, intensidade vocal, qualidade vocal, interpretação, percepção auditiva e manutenção da saúde da voz. Além disso, você poderá mandar sua dúvida, sua sugestão ou sua pergunta por e-mail.

Para iniciarmos nossa conversa, vou falar da relação da Fonoaudiologia com o canto. Atualmente há diversos conjuntos musicais, tanto femininos como masculinos, fazendo muito sucesso na TV e nas rádios. O ritmo é envolvente, o que chama a atenção de muitas pessoas, mas poucos são os ouvidos atentos que escutam a canção, sua melodia e letra. Mais raros ainda são os ouvidos atentos à qualidade da voz do cantor ou cantora.

Preocupa-me ver jovens cantores (em diversos estilos musicais: sertanejo, rock, pop-rock, samba, pagode, românticos e outros) tendo como modelo cantores que já apresentam vozes não-trabalhadas, e, além disso, vozes com sinais claros de alterações. Tenho notado na mídia muitos cantores que não buscam aprimorar sua técnica vocal, em busca do sucesso, da fama, esquecem de investir na qualidade de seu trabalho, o que resulta em músicas com pouca qualidade vocal.

Diversas pessoas hoje em dia querem cantar, mas infelizmente não estão devidamente preparadas para executar essa linda expressão comunicativa que é a música. O canto é forma de comunicação e expressão dos sentimentos, e por isso deve ser feito com amor, zelo e todo cuidado e profissionalismo possível.

As pessoas que começam a cantar em corais ou em grupos, geralmente gostam de música, mas não costumam buscar um aprimoramento vocal, como uma aula de canto ou uma assessoria fonoaudiológica. Nós precisamos lembrar sempre que nenhum instrumento é comparável à voz, pois A VOZ É ÚNICA, cada pessoa possui seu timbre e suas características próprias de riqueza vocal. Costumo dizer que nossa voz não pode ser comparada com uma corda de violão, guitarra ou baixo, que se quebrar, vamos à uma loja especializada em instrumentos musicais e compramos outra corda e trocamos, sem maiores complicações. Não! Com nossa voz não é assim! Nossas cordas vocais (pregas vocais) são músculos, necessitam de cuidados, e principalmente de preparação para serem utilizadas de maneira mais saudável.

Quando cantamos, estamos, de uma forma diferenciada, falando em extensão melódica e expressando nosso interior, estamos nos comunicando. No canto há uma alta demanda vocal, utiliza-se fortes intensidades e notas muitas vezes agudas que necessitam de diferentes ajustes no trato vocal. O cantor diversas vezes passa a cantar com muito esforço vocal, o que pode, com o decorrer do tempo, causar uma disfonia (um problema na voz). Além disso, lembre-se que cantar exige gasto de energia e requer concentração, treino e estudo.

Para o aprimoramento das qualidades da voz é necessário desenvolver a tonicidade e a agilidade muscular do trato vocal (realizando exercícios adequados). É necessário conhecer seu instrumento vocal para depois poder utilizá-lo com rendimento máximo.

Há algum tempo a Fonoaudiologia, que é uma ciência que estuda os distúrbios da comunicação humana, tem atuado junto aos cantores. As bases da atuação fonoaudiológica com a voz cantada são: enfoque no trabalho corporal; maximização da respiração, articulação; qualidade de voz; ressonância e projeção vocal. Também é papel do fonoaudiólogo fornecer orientações quanto à produção da voz cantada e orientações de higiene vocal. O fonoaudiólogo pode assessorar e realizar um trabalho de orientação, prevenção e aprimoramento de voz, o que traz como benefício não somente uma qualidade de voz boa e adequada para o canto, mas principalmente garante saúde vocal ao cantor ou cantora. Para se ter uma boa voz é preciso que seja produzida de forma natural, respeitando a afinação, a ressonância, a articulação e projeção do som.

Cuide de sua saúde vocal, se você é cantor, cantora, ou está querendo aprimorar seu canto, pense em sua saúde vocal, e procure ajuda, só assim garantiremos vozes saudáveis e bonitas. Nossa música agradece, e nossos ouvidos também.

Nos próximos artigos começaremos a tratar especificamente da voz, conhecendo melhor este instrumento de comunicação que tanto nos emociona. Se você que é cantor ou cantora e participa de coral, quiser me escrever, fazendo perguntas ou dando sua sugestão, entre em contato, irei te responder com muita alegria.

Fique com DEUS e até a próxima!

Ivani Rosa dos Santos
ivanifono@yahoo.com.br
Fonoaudióloga graduada pela UNESP
Especialização em Voz pela USP

sábado, 15 de março de 2014

Aplicativo: Louvemos o Senhor

Sim, pode gritar de alegria e contar para todo mundo!



A Rede Século 21 (@redeseculo21) desenvolveu o aplicativo que tantos esperavam ansiosamente: OLouvemos o Senhor para dispositivos móveis.

O aplicativo está ainda em fase de testes. Mas já pode ser instalado gratuitamente. Por enquanto só os donos de Tablets e Smartphones com sistema operacional Android poderão ter acesso ao aplicativo.

Para instalar o aplicativo clique AQUI.
O aplicativo conta com os seguintes recursos:
Letra da Música (Sem Cifras)
Músicas Cifradas
Diferentes tipos de Ordenação
Sistema de busca
Possibilidade de mudar o tom da música
Possibilidade de marcar música como favorita
Possibilidade de criar listas de músicas
Criar rolagem automática
Dicionário de cifras
Manter tela acesa
Dicas para os músicos

No link Dicas para músicos você encontra mensagens do Luiz Carvalho da Comunidade Recado que disponibilizou as dicas ou “recados” para os músicos que ele costuma postar em sua página do Facebook. São respostas às principais dúvidas dos músicos que aparecem periodicamente, em forma de notificação, na tela do aplicativo. Sendo possível também consultá-las ao clicar em “Dicas para o músico”.

O aplicativo é recomendado para tablet de 10 polegadas, para garantir a melhor visualização das letras das músicas e respectivas cifras, mas no meu Note II funcionou perfeitamente.

A Rede Século 21 também disponibilizará em breve para aquisição, um tablet da marca Multilaser modelo M10, personalizado, com o aplicativo já instalado e com preço abaixo do valor de mercado em seu portal. Fique atento!

Na página para download do aplicativo é informado que logo será lançada a versão completa (que poderá ser paga), e quem quiser pode entrar em contato com os desenvolvedores para sugerir acréscimos, modificações e relatar erros.

Para instalar o aplicativo clique AQUI.

Fonte: Sons católicos.com

A postura do músico


Inicialmente ao falar de postura é preciso avaliar locais, situações, ocasiões. A palavra significa posição do corpo ou parte dele; atitude. Logo, podemos ir além da postura e falar de comportamento que vem a ser o conjunto de reações de um indivíduo.

Habitualmente o que se espera de um ministro de música na igreja é que tenha um comportamento adequado e um movimento de acordo com o ambiente em que está; incluindo bom senso principalmente.

É um tanto complexo falar de posturas e comportamentos, pois se questiona o que é certo e errado, conceitos chegam às pessoas como julgamentos. Não é esse o objetivo desse artigo. Na verdade é apenas para relembrar que é preciso ter uma postura nas celebrações. Lembrar que servimos a Deus, e a igreja é um local sagrado que exige respeito, silêncio, atenção, levar o povo a rezar, celebrar com os momentos de festa, enfim ser instrumento para Aquele que nos colocamos a serviço. Isso inclui um comprometimento, não apenas nos finais de semana, ou durante a celebração, mas está no agir diário de ser cristão em qualquer local e situação.

Durante as celebrações, é bom lembrar, inclusive, que o ministro de música canta com a comunidade e não para a comunidade, o que temos aí uma diferença. O músico, neste caso, tem como missão levar as pessoas a celebrarem e não assistirem uma apresentação musical. Aliás, podemos citar muitas paróquias em que o grupo de canto apenas canta para si mesmo, e a comunidade só assiste. No caso da Santa Missa, o centro é o Cristo, os animadores devem partilhar da canção com povo. Se os cânticos forem novos, ensaiar com a comunidade antes da celebração seria uma boa idéia, mas não cantarem apenas músicas conhecidas por eles (os músicos) e deixar o povo apenas de expectadores/ouvintes.

Algo de suma importância é um bom diálogo com o celebrante, o padre! O sacerdote deve saber as partes da liturgia que foram preparadas para serem cantadas (Glória, Salmo, Santo, Pai-Nosso, Cordeiro), saber os cânticos escolhidos (Entrada, Oferenda, Comunhão, Final) e certamente tais cantos devem estar de acordo com o rito do dia.

Há um grande número de jovens participando de grupos de cânticos nas missas, é belo vê-los presente, mocinhas, rapazes, é nossa igreja amanhã, pais e mães em um futuro próximo, porém esse é o momento de catequizá-los. Deixar os chicletes, blusinhas curtas, decotes, transparências e shorts curtinhos para outros ambientes. Convenhamos que não seja a melhor opção em uma celebração Eucarística e dentro de uma igreja.

Outro detalhe que é necessário citar é a altura dos instrumentos musicais nas celebrações, às vezes estão tão alto que não se escuta letra, o grupo e a comunidade. Instrumento é acompanhamento na celebração. Deve-se ter bom senso quanto a isso, não adianta muito barulho onde se celebra a palavra cantada.

Vale lembrar que conversas paralelas durante a celebração, mesmo que sejam sobre as músicas escolhidas, tons, etc., não é correto. Uma boa dica é marcar um dia e horário para discutir sobre as leituras, os cantos apropriados e os tons das canções. Na hora da celebração certamente não é o mais coerente. No caso de uma extrema necessidade, usar de discrição seria o mais viável.

Durante a execução dos cantos, também existe uma forma de se portar. A postura de nosso corpo deve estar de acordo com aquilo que se canta. A expressividade é um todo. Além das técnicas aplicadas ao canto, também é importante observar como se apresentar, como transparecer nossa essência, como sorrir e respondemos a essa expressividade. Ao cantar, os olhos, o corpo, a face corresponde ao que a música representa em nós e procura-se através das canções levarem pessoas a Deus!

“A harmonia dos sinais (canto, música, palavras e ações) é aqui mais expressiva e fecunda por exprimir-se na riqueza cultural própria do povo de Deus que celebra”. CIC 1158

Colocar um dom à disposição da igreja é colocar sua vida em serviço. Que saibamos estar inteiros em nossa missão, fazendo de nossa música uma música voltada para o Cristo e levando nossos irmãos a celebrar em harmonia com nossa expressão.


Karla Fioravante
karla.fioravante@terra.com.br
Cantores de Deus - São Paulo-SP


Fonte: Portal da música católica

Como preparar o salmo?

quarta-feira, 5 de março de 2014

Músicas e cifras da Campanha da fraternidade 2014

> CIFRAS AQUI! <

Hino Campanha da fraternidade 2014 



Volta meu povo ao teu Senhor
 

Escuta Senhor



Somos todos convidados
 

Este é meu filho muito amado



Dizei aos cativo, sai! 



Fala assim meu coração 



Tende compaixão 



Salmo responsorial 



Se conhecesses o dom de Deus 



Sê bendito Senhor 



Santo 



Aclamação, Louvor a vós oh Cristo 



Escuta Senhor 



Um grito pela vida 



Eu prometo



Preciso te dizer 



Tende compaixão 

Abertura da Campanha da Fraternidade 2014

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fará a abertura oficial da Campanha da Fraternidade de 2014 nesta Quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março, às 14h, em sua sede em Brasília. Este ano, a campanha aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O evento será transmitido, ao vivo, pelas emissoras de inspiração católica.

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, presidirá a cerimônia. Estarão presentes representantes do governo e de entidades da sociedade civil. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Laverene Machado; e a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Márcia Bencke, confirmaram presença.

Na ocasião, será divulgada a mensagem do papa Francisco para a Campanha da Fraternidade.

Dioceses

Em todo o país, paróquias e dioceses programaram atividades para a quarta-feira de Cinzas, dia 5 de março. Confira horários e locais de missas em algumas dioceses e os eventos de lançamento da Campanha da Fraternidade

Fonte: CNBB

Quaresma é tempo de graça e bênçãos em nossa vida

Que este tempo da Quaresma nos ajude a vivermos um tempo propício de conversão, de graça, de mudança de mentalidade, de hábitos e comportamentos! 


Rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; porque Ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Joel 2,13). 


Nós, hoje, começamos com toda a alegria do nosso coração esse tempo maravilhoso e abençoado, que se chama o tempo da Quaresma, tempo da graça de Deus para conosco. Algumas pessoas olham esse tempo quaresmal como uma coisa pesada, como um tempo de muito sacrifício, penoso e triste. Mas, na verdade, não é assim! Esse tempo nos conduz ao tempo da graça, que nos ajuda a refletir e a meditar sobre as profundezas maravilhosas da nossa fé à luz da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. O dia de hoje é um convite para nos voltarmos ao silêncio, à meditação, ao desprendimento, à conversão, que consiste na verdadeira mudança do coração e da mente. Essa é a penitência que somos chamados a viver durante esse tempo. E por isso nós vimos tantas pessoas durante esses dias “rasgarem” suas roupas, mas nós não fazemos isso. O que nós fazemos hoje é rasgar o nosso coração para Deus e dizer: ”Senhor, queremos ser inteiramente Seus, queremos inteiramente entregar nossa vida em Suas mãos”. O caminho para o tempo da Quaresma, proposto pela Igreja, se baseia em três elementos da fé e da religião: o jejum, a esmola e a oração. O jejum, pois não podemos ser escravos dos alimentos, não podemos ser escravos dos prazeres e dos instintos; pelo contrário, precisamos nos alimentar bem, mas sem nos esquecer de que milhões de pessoas, mundo afora, estão passando fome. Por isso, quando nós sabemos nos privar de algum alimento, por algum sacrifício, pela união com Deus, nós estamos afirmando que Deus é primeiro em nossa vida e não o alimento que nós temos. A esmola, porque traduzimos esmola por ”caridade”, para cuidar do outro, para tirar daquilo que é nosso em favor daqueles que não têm, dos mais sofridos e dos mais necessitados. Como é importante saber repartir aquilo que nós temos, por isso, a esmola é bem ligada ao jejum. Não adianta só deixarmos de comer, é preciso pegar aquilo que não comemos ou nos privamos e repartir com aqueles que não têm. É preciso que nos preocupemos e cuidemos do outro que sofre e necessita de nós. No entanto, o jejum e a esmola devem ser guiados pela oração, pela nossa relação pessoal com Deus, para nos voltarmos ao nosso interior a fim de conversar com o Pai. A oração feita na intimidade do nosso quarto, a oração na qual o nosso coração está inteiramente voltado para o Nosso Deus. Que esse tempo da Quaresma nos ajude a vivermos um tempo propício de conversão, de graça, de mudança de mentalidade, de hábitos e comportamentos! Se praticarmos estes elementos: a oração, a esmola e o jejum, vividos com a intensidade da nossa alma, a Quaresma será um tempo de graça e de bênçãos em nossa vida.

Deus abençoe você!

Fonte: CançãoNova.com

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os Tempos Litúrgicos

Ano Litúrgico

O Ano litúrgico é o período de doze meses, divididos em tempos litúrgicos, onde se celebram como memorial, os mistérios de Cristo, assim como a memória dos Santos. O Tau Francisco explica a seus visitantes dois importantes componentes do Ano Litúrgico: Tempo e as Cores.

Tempo Litúrgico

Os tempos litúrgicos são as divisões existentes no Ano Litúrgico da Igreja Católica. Estes tempos existem em toda a Igreja Católica, apenas há algumas diferenças entre os vários ritos. Os tempos constantes abaixo são referentes ao rito romano.

Tempo do Advento

O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada.

Tempo do Natal

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois da festa da aparisão divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus e do Batismo de Jesus.

Tempo da Quaresma

O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cerca de quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina na manhã de Quinta-feira Santa.

Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos.
Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”.
Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer acto litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado.
Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Páscoa: o Domingo da Ressurreição.

Tempo Pascal

A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinqüenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna.

Tempo Comum

Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse, ser sal da terra e luz do mundo.
O Tempo Comum é ainda tempo privilegiado para celebrar as memórias da Virgem Maria e dos Santos.


Cores Litúrgicas

Quando vamos à igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão, e até mesmo a estola e a casula usadas pelo sacerdote, combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode permanecer a mesma ou variar. Se acontecer de no mesmo dia irmos a duas igrejas diferentes, comprovaremos que ambas usam a mesma cor, com exceção, é claro, da igreja que celebra o seu padroeiro. Na verdade, a cor usada um certo dia é válida para a Igreja em todo o mundo, que obedece a um mesmo calendário litúrgico. Conforme a missa do dia, indicada pelo calendário, fica estabelecida uma determinada cor.
Estas diferentes cores possuem algum significado para a Igreja: elas visam manifestar externamente o caráter dos Mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do Ano Litúrgico. Manifesta também, de maneira admirável, a unidade da Igreja. No início havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas cores litúrgicas. Estas só foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo, devido ao seu alto valor teológico e explicativo, os cristãos do mundo inteiro aderiram a esse costume, que tomou assim, caráter universal. As cores litúrgicas são seis, como veremos a seguir.

Branco

O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor, bem como nas suas festas e memórias, exceto as da Paixão; nas festas e memórias da Bem-av. Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de Novembro), na Natividade de São João Baptista (24 de Junho), na feta de São João Evangelista (27 de Dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de Janeiro). O branco é símbolo da luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.

Vermelho

O vermelho é usado no Domingo de ramos e na Sexta-feira Santa; no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas (com exceção de São João), e nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em Pentecostes e o sangue derramado por Cristo e pelos mártires, além de indicar a caridade inflamante.

Verde

O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.

Roxo

O roxo é usado no tempo do Advento e da Quaresma. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas pelos mortos. Significa penitência, aflição e melancolia.

Preto

O preto pode ser usado, onde for o costume, nas Missas pelos mortos. Denota um símbolo de luto, significando a tristeza da morte e a escuridão do sepulcro. Ao contrário do que pensam muitos clérigos e leigos, a cor preta não foi abolida nem pela IGMR anterior nem pelo atual. Segue sendo uma opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. No Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo, uso este facultado pela própria IGMR. Isto não constitui óbice, contudo, para que um clérigo venha a utilizar paramentos negros.

Rosa

O rosa pode ser usado nos domingos Gaudete (III do Advento) e Lætare (IV da Quaresma), ocasiões em que também poderá ser utlizado o roxo.

 Fonte: Taufrancisco.com

A MÚSICA NA MISSA - MOMENTOS DA LITURGIA

Olá, amigo(a), músico de Deus. 

Aprenderemos, a partir de agora, sobre um dos momentos mais importantes da liturgia: a música nas missas e celebrações. 
 "A liturgia, como exercício da função sacerdotal de Cristo, comporta um duplo movimento: de Deus aos homens, para operar a sua santificação, e dos homens a Deus, para que eles possam adorá-lo em espírito e verdade." (Instrução sobre formação litúrgica nos seminários, p.49). Por isso a liturgia, de um modo geral, pode ser entendida como um diálogo entre o Deus-Trindade e o Homem-Comunidade. 

Este diálogo é composto de vários momentos. Cada momento tem o seu "espírito" próprio, seu sentimento peculiar, e portanto, uma expressão diferenciada. Ninguém pede perdão de forma triunfal, nem dá um "viva" tímido. Cada momento da liturgia exige um tipo de expressão musical. Sem conhecer o espírito de cada momento do diálogo litúrgico, corremos o risco de dar um "viva" tão tímido que ninguém se sinta estimulado a responder. 

Para melhor conhecer as diversas expressões e celebrações litúrgicas, deveríamos estudá-las com atenção e objetividade. Neste espaço, estudaremos aquela que é o ápice da vida cristã: a Celebração Eucarística. Cada música da Celebração Eucarística tem seu papel e Inspiração própria de cada momento litúrgico dentro da celebração. 

 I - RITOS INICIAIS 

Preparação

É um momento que foi esquecido durante algum tempo e agora está voltando ao uso. Enquanto alguns "acolhem" os irmãos que estão chegando para a festa da Eucaristia, o ministro de música pode preencher o ambiente com um solo instrumental. Alguns, neste momento, costumam ensaiar as canções que farão parte da celebração. Pode-se também colocar um CD de meditação, ou das músicas que se irá ensaiar. O importante é criar um ambiente de vida, pois é Cristo, Verdade e Vida, que iremos celebrar. 

Entrada 

Toda a assembleia, unida em uma só voz, canta a alegria festiva de reunir-se como irmãos em torno do Cristo. Esta canção deve deixar claro para toda a assembleia, que festa, ou mistério do Tempo Litúrgico (A segunda "perna" do tripé litúrgico") iremos celebrar. Todo o povo deverá ser envolvido na execução desta canção. A primeira impressão sempre marca todo o relacionamento. Assim também o canto inicial marcará toda a celebração. Os instrumentos terão a função de unir, incentivar e apoiar o canto. Não deverão cobrir as vozes dificultando a compreensão do texto. Ninguém participa de uma celebração para ser admirado, ou para aumentar seu ibope na comunidade. "Tocar na Missa" é um serviço e uma oração. Todo este canto como a procissão do sacerdote não deverão ser demasiado longas. O canto deve terminar quando o sacerdote chega ao altar. 

Ato Penitencial 

Neste canto aclamamos a Cristo como "Nosso Senhor" e lhe pedimos perdão. É um canto de repouso. Sua melodia deve traduzir a contrição de quem pede perdão. Todo o povo deve participar deste canto, mas admite-se um diálogo solista-povo. Não é necessário que este canto seja muito "florido". A simplicidade é a melhor forma de expressar o arrependimento. O instrumentista deve traduzir este espírito de confiança e invocação acompanhado de modo suave, quase imperceptível. Para isto pode-se até excluir a percussão deste momento. 

Glória 

Esta é a canção da alegria, o canto que os anjos e pastores cantaram para saudar o nascimento do redentor (cf. Lc 2,14). Desde o século IV que os cristãos cantam. Houve uma época que só os bispos o podiam cantar. Hoje recomenda-se que toda assembléia cante o "glória" com ânimo e alegria. Para isso é útil bater palmas, erguer os braços, repicar os sinos expressando Glória a Deus nas Alturas... É importante não esquecer duas coisas: que o canto e suas expressões devem seguir a realidade da assembléia e que continuamos com os pés no chão, e que o nascimento de Cristo, hoje, depende de nossa boa vontade. Este canto é excluído no advento e na quaresma, nos outros tempos deve ser executado e de preferência "cantado". Não é bom que seja parte exclusiva do coral. Este poderá cantá-lo em diálogo com o povo. O glória deve ser, antes de tudo, uma manifestação do louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro. Os instrumentos têm papel importantíssimo neste canto. A percussão poderá ser bem explorada. É claro que a parte não deverá sobressair em detrimento do todo, mas neste canto os instrumentos poderão destacar-se um pouco mais. 

II - LITURGIA DA PALAVRA

Salmo Responsorial

Dentro do diálogo litúrgico, este canto é a resposta da assembléia ao Deus que falou na primeira leitura. Como diz o próprio nome, trata-se de um salmo, no entanto admite-se também um canto de meditação, contanto que seja de origem bíblica e signifique uma resposta coerente com a proposta divina expressa na primeira leitura. Este canto não deveria ser nunca excluído pois é de grande importância à liturgia da palavra.
Pode ser executado por um solista nas estrofes com a adesão de toda a assembléia no refrão. O acompanhamento dos instrumentos deve ser discreto, exceto quando o salmo for festivo e acompanhado por todo o povo.

Aclamação ao Evangelho

Geralmente (menos no advento e na quaresma) a aclamação mais usada é o Aleluia, seguido de uma pequena estrofe que prepara a leitura do Evangelho. Não é um canto obrigatório, mas sendo executado, é preciso que seja uma aclamação pessoal e comunitária ao Verbo de Deus . Ao contrário do Salmo, este canto permite movimento e participação vibrante dos instrumentos. Poderá haver solista, mas o Aleluia deverá ser cantado por toda a assembléia.
Depois da Homilia
Em missas com crianças, ou em outras celebrações onde a reflexão silenciosa seja difícil, pode ser entoado um cântico, no estilo do Salmo Responsorial, que venha a trazer uma manifestação em sintonia com o tema do evangelho.

Profissão de Fé

O Creio é uma resposta de fé e de compromisso da comunidade e do indivíduo à palavra de Deus. Nele recordamos toda a história da salvação. Por isso não convém a utilização de formas abreviadas que sejam profissão de fé, mas que não resumam a fé cristã. Quando cantada, deve contar com a participação de todo o povo. No entanto pela estrutura rítmica da letra, isso se torna muito difícil. Uma opção seria cantar um refrão popular, entre uma recitação e outra do Creio.

Oração dos Fiéis

"Acima de tudo recomendo que se façam preces, orações e súplicas de ação de graças por todos os homens" (1Tm 2,1)
Esta oração poderá adquirir um tom mais solene quando cantada. As invocações devem ser executadas por um solista, ao que o povo responde cantando. Aqui a participação dos instrumentistas é suavíssima e até dispensável, podendo ser usado apenas o teclado com som de órgão.

III - LITURGIA EUCARÍSTICA

Preparação das Ofertas

Este é um dos cantos menos importantes da missa. Neste momento nos preparamos para oferecer ao Pai, o Cristo "ao qual nos unimos oferecendo nossas vidas, nosso corpo como culto espiritual agradável a Deus" (Rm 12,1). Portanto, o grande ofertório da missa é após a consagração quando já não oferecemos o pão, o vinho, nossa vida, nosso trabalho, mas o próprio Cristo e todo o resto transfigurado "Por Ele, com Ele e n'Ele".
Durante o canto de ofertório normalmente também ocorre a coleta , momento em que colocamos um pouco do que é nosso em comum. Portanto o objetivo do canto "de ofertório" é criar uma atmosfera de alegria, partilha e generosidade. Pode-se dispensar o canto e os instrumentos fazerem um solo apropriado para o momento litúrgico. Ou ainda participar com um canto de oferta que o povo não conheça, desde que este não venha a distrair a atenção do povo.

Oração Eucarística

Tanto o diálogo introdutório, como o prefácio e demais orações podem ser cantados e dependendo da sintonia entre músicos e celebrante, podem ser acompanhadas pelos instrumentos. Desde que o celebrante ache conveniente e sinta-se apto para isso.

Santo

É dos canto principais, se não o principal, da liturgia. Nele toda a assembléia se une aos anjos e santos para proclamar as maravilhas do Deus Uno e Trino. É o primeiro canto em ordem de importância. É o canto dos anjos (Is 6,2s) e também dos homens (Lc 19,38). Não teria sentido convidar os céus e a terra, os anjos e os santos para cantar em uma só voz, e depois somente um coral ou um solista executar o canto. Este é essencialmente um canto do povo. É indispensável a participação dos instrumentos para solenizar esta vibrante saudação: SANTO, SANTO, SANTO!

Aclamações em particular

Há uma série de aclamações durante a celebração eucarística que poderia ser cantadas. A Oração Eucarística V, por exemplo, permite algumas intervenções da assembléia. O mesmo pode afirmar da Oração Eucarística para missas com crianças, ou sobre a Reconciliação. O "Amém" poderia ser cantado muitas vezes, especialmente depois da doxologia (Por Cristo, com Cristo e em Cristo ...) que é o grande amém da missa.. Durante a consagração é melhor o silêncio, nem mesmo solos devem distrair a atenção da assembléia naquele momento. Pode-se cantar sim a aclamação após a consagração (Eis o mistério da fé ...).

Pai-nosso

O Pai-nosso cantado por toda a assembléia tem grande força e significado. É um dos grandes pontos da Missa, exprimindo de modo maravilhoso a comunhão entre os irmãos. Se não for cantado por todos, é preferível que seja recitado. Os instrumentos têm papel de sustentação, evitando distrair a atenção da oração.

Abraço da Paz

É costume cantar uma canção alegre cuja letra lembre fraternidade e caridade como fundamento da vida cristã. Deverá ser uma melodia contagiante. Entretanto não é essencial que a assembléia cante.

Cordeiro de Deus

Esta prece, de origem Bíblica (Jo 1,29), faz alusão ao Cordeiro Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo. Pode ser cantado pelo coral ou solista, mas a assembléia deve participar da última petição: dai-nos a paz.

Comunhão

É o canto mais antigo da missa. Por ele, através da união das vozes, queremos expressar nossa comum-união espiritual em torno de Jesus Cristo. Todos ao redor da mesma mesa, congregados numa mesma igreja, participam do mesmo pão. A função do canto de comunhão é alinhavar esta união.
É comum escutarmos que se deveria fazer silêncio durante a comunhão para que um pudesse se entreter num encontro pessoal com Cristo. Ë certo que a comunhão dos Cristãos é um ato pessoal, mas deve manifestar-se através de um ato comunitário. E o canto de comunhão deve propiciar esta manifestação de comunidade. Por isso todo o povo deve participar entusiasticamente deste canto.

O Silêncio Eucarístico necessário ao encontro e oração pessoal com Cristo se dá no próximo momento.

Ação de Graças

Após a comunhão a assembléia, em silêncio, adora e agradece a presença do Cristo Eucarístico. Após este breve silêncio pode-se cantar um salmo ou outro canto de louvor ou de ação de graças. Este canto não pode e não deve excluir o momento de silêncio após a comunhão.
É preferível que este canto seja breve e executado por todos. Por isso, também para os instrumentos, não convém longas introduções e interlúdios. É preciso que o ministro tenha a devida sensibilidade e discernimento para saber se este canto é conveniente em tal momento. Evite-se o canto de ação de graças quando a celebração já estiver por demais prolongada.

IV - RITOS FINAIS

Canto Final

Antes da benção entoa-se uma ou duas estrofes de um canto alegre e que cause a última impressão que se irá levar da celebração. Pode ser executado com maestria, porém não deve ser muito prolongado. Um costume muito comum, é o de se aproveitar este canto final para fazer uma homenagem a Maria, mãe de Deus e nossa.

Após a benção pode-se continuar as demais estrofes do canto final, sem a necessidade da participação do povo. Utilizem-se todos os recursos disponíveis para que este encerramento crie a predisposição para o povo retornar à Festa Eucarística.

Fonte: Rafael de Angeli - Portal da música católica

domingo, 8 de dezembro de 2013

Pe. Fábio de Melo respondendo dúvida sobre a missa

Os 30 pecados do músico católico

1- Fazer do altar um palco
2- Impor sempre seu gosto pessoal
3- Cantar por cantar
4- "Só toco se for do meu jeito"
5- Ir sempre contra a ideia da equipe de celebração e do padre
6- Escolher sempre as mesmas músicas
7- Nunca sorrir
8- Usar instrumentos desafinados
9- Tocar músicas de novela em casamento
10- Afinar os instrumentos durante a missa
11- Colocar letra religiosa em música da "parada"
12- Nunca estudar liturgia
13- Não prestar atenção na letra do canto
14- Não ler o Evangelho do dia antes de escolher as músicas
15- Cantar forte demais no microfone, ou seja, o seu é sempre o mais alto
16- Volume dos instrumentos (muito) acima do volume dos microfones
17- Coral que canta tudo sozinho
18- Cantar só para exibir-se (estrelismo)
19- Distrair a assembleia com conversas paralelas durante a missa
20- Não avisar ao padre as horas que serão cantadas
21- Nunca ensaiar novas canções nem estudar o instrumento que ministra (voz, violão, teclado...)
22- Ensaiar tudo antes da missa
23- Cantar músicas desconhecidas
24- Usar roupa bem extravagante, que chame a atenção
25- Fazer de conta que está em um show de rock
26- Perder contato com a assembleia
27- Músicas fora da realidade e do tempo litúrgico
28- Fazer o máximo de barulho
29- Não ter vida interior, oração com o Ministério inteiro ou falsa humildade
30- Repetir no fim de cada celebração: "vocês são ótimos, eu sou apenas o máximo!"

Com isso podemos começar a servir a Deus. Um bom líder sabe que varias cabeças pensam melhor que uma!


Padre Joãozinho - scj e Serginho Valle

Dicas para o seu Ministério de Música

O objetivo dessa seção é esclarecer algumas dúvidas sobre a liturgia da nossa Igreja nas Missas, Grupos de Oração e Shows de Evangelização e dar algumas dicas para escolher as músicas de acordo com o tempo litúrgico e momento da missa.. 

Vamos começar respondendo algumas perguntas que às vezes ficam esquecidas em nossos corações:

1- O que é Ministério de Música?

O Ministério de Música é o "batalhão de frente" do exército de Deus. É ele que abre o coração do povo e o coloca em sintonia com Deus. Sendo o batalhão de frente, será sempre o mais tentado e o primeiro a ser atingido pelo inimigo. Por isso precisamos estar sempre preparados, na oração, jejum, confissão, penitência, etc, para não sermos pegos de surpresa.
 
2- Qual a nossa função em um Ministério de Música?
 
Nossa missão é evangelizar através da música. Somos apenas instrumentos de Deus. Devemos aprender que não estamos no Ministério para dar show e muito menos para aparecer ou ser elogiado: estamos lá por vontade de Deus, para servirmos à Ele e quem deve ser glorificado é Deus, não nós. É claro que temos que nos esforçar para fazermos sempre o melhor, para que o nome de Jesus seja levado com maior dedicação e perfeição possível aos corações das pessoas. O que nós nunca devemos fazer é deixar o sucesso subir a cabeça e perder a humildade (Aconselho a leitura de Filip 2,5-11). Por isso não esqueça: quem deve aparecer é Deus e não o Ministério de Música!
 
3- Como devemos nos apresentar para o Ministério de Música?
 
Primeiramente, não devemos usar roupas arrogantes para participarmos não só do Ministério de Música mas de qualquer outro evento que ocorra dentro da Igreja. Saias curtas, blusas e calças justas, decotes, bermudas, etc, não devem ser usados para participarmos da Celebração Eucarística, muito menos quando estamos "na frente" de uma comunidade. Tudo o que fazemos lá na frente está sendo visto pelo povo: a roupa que estamos usando, a forma que estamos cantando, se estamos conversando muito e até se estamos em sintonia ou não com o que estamos cantando. Devemos tomar cuidado, pois devemos ser exemplo para a comunidade, assim como o Padre, os leitores, os acólitos etc, e não ser motivo de comentários do tipo "tá vendo, fulana estava com uma saia justinha lá na frente, então porque eu não posso usar também?" ou "aqueles músicos não pararam de conversar a Missa inteira!" ou ainda "aquele fulano pensa que está fazendo um show". Tudo isso deve ser percebido e alertado pelo coordenador do grupo. Devemos ser obedientes às leis da Igreja.

Eis algumas sugestões que eu estou colocando e que, depois que comecei a seguir, o Ministério de que participo melhorou muito:

- devemos ter pelo menos uma vez por mês um dia apenas para adoração e oração ao Senhor. Sem levar nenhum instrumento musical, irmos apenas agradecer, pedir perdão e adorar o Senhor. É também o momento de nos reconciliarmos dentro do nosso próprio Ministério e "lavarmos a roupa suja".

- devemos estar sempre atualizados com relação à músicas novas, estudo sobre o instrumento que estamos ministrando (voz, violão, baixo, teclado, bateria...).

- nos ensaios, as músicas já deverão estar selecionadas anteriormente para não perder tempo de escolher as músicas na hora do ensaio ou, pior ainda, na hora da missa! 

- se possível, chegarem todos os membros do Ministério antes da Missa ou Grupo de Oração para rezar com tranquilidade antes de começar a tocar.

Fonte: Portal Kairós

Dicas para tocar na Santa Missa



Autor: Silvinho Zabyski
 
1) CONHECER A LITURGIA 

- Você precisa saber bem a respeito do Sacrifício da Santa Missa; conhecer parte por parte dela e os seus santíssimos significados. Por exemplo, na hora do ato penitencial, a canção a ser escolhida deve ser de entronização, que conduza às pessoas a um ato profundo de contrição. Assim, precisa ser fácil para o povo cantar. 

2) ATENTE-SE AO PÚBLICO 

- O som deve estar na altura certa e em comunhão com a quantidade de pessoas dentro da Igreja. Se for uma missa de juventude, você pode trabalhar melhor as canções e, quem sabe, até colocar arranjos mais elaborados. Se for uma missa com pessoas mais idosas, não é natural querer tocar guitarra e bateria estrondorosamente. Tenha discernimento quanto ao som e a acústica da tua paróquia ou local da celebração.

3) CANÇÕES ESPECÍFICAS E BEM ESCOLHIDAS 

- Procure tocar as canções da própria missa. Fique atento ao Tempo em que a Igreja está vivendo e busque os cantos propícios para estes momentos. Por exemplo: Quaresma não é um tempo triste mas é um tempo reflexivo e penitencial; a própria CNBB lança canções específicas de acordo com a CAMPANHA DA FRATERNIDADE do ano. Estas canções precisam ser difundidas com muito carinho. É um tempo em que toda a Igreja do Brasil vive em unidade musical.Atenção: cuidado com o Aleluia durante a quaresma. Não se pode tocá-lo!

4) OBEDEÇA AO SACERDOTE 

- Não brigue com seu padre. Dialogue e obedeça nas horas em que vocês discordarem. É o melhor para o povo que participará da missa, bem como para seu ministério e para você mesmo(a) enquanto ministro de música.

5) PREPARE-SE ANTES 

- Não fique afinando seu instrumento 10 minutos antes da missa começar porque isso irrita qualquer santo. É muito chato chegar em paróquias em que o ministério de música afina violão, bateria, tudo na hora em que o povo está chegando. É uma situação bastante desagradável. As pessoas que chegarem na Igreja, precisam desde o início perceber a Graça de Deus e ir se preparando para toda a missa. E, honestamente, é praticamente imposível que isso aconteça caso a guitarra, baixo, bateria e tudo o mais estejam ser afinados naquele momento. 

6) SILÊNCIO E ATENÇÃO 

- Não fique andando durante a missa nem fique tagarelando, falando sobre notas, cifras, mudanças de tonalidades... tudo isso deve ser combinado antes da missa iniciar. Combine também alguns sinais entre os músicos para que fique mais fácil uma rápida comunicação.

7) ENSAIE! 

- Ensaie para a missa. Não improvise.

8) TENHA ZELO E SELECIONE BEM AS MÚSICAS

- Cuidado com músicas folclóricas ou de cunho popular durante a missa. Tenha zelo. Procure tocar somente canções feitas para a missa. Os domínios populares muitas vezes são bem hereges e de cunho pagão. O Espírito Santo nos músicos é bem criativo; não precisa pegar música de gente famosa pra chamar atenção.

9) ESCOLHA UM TOM QUE DÊ PARA TODOS CANTAREM 

- Toque no tom certo para todos e não só para você. É o povo que deve cantar e participar mais. Peça para Deus o talento de envolver as pessoas na música que você está tocando e cantando.

10) ENSINE E CATIVE O POVO 

- Se for possível, ensine canções novas para o povo. E mais, cative o povo! Os que ali entrarem precisam perceber a presença de Deus também no ministério de música e se sentirem mais próximos do próprio ministérios. Cultive a unidade, a fraternidade entre o ministério e o povo. A assembléia precisa perceber que o ministério não é fechado em si mesmo, mas ali está a serviço de Deus , da Igreja e também, a serviço da própria assembléia.

11) CONDUZA À ORAÇÃO E PREPARAÇÃO 

- Na hora em que as pessoas estiverem chegando, combine com seu padre se vocês podem ficar tocando em som ambiente músicas que conduzam o povo ao silencio e à oração, para que possam se preparar melhor para a Santa Missa..

12) REZE! REZE! REZE! 

 - Reze antes de tocar. Não se ache capaz de tudo... Nós somos provas de que a oração muda o jeito que as pessoas recebem nossas canções. Através da oração, peça ao Senhor que se torne VIDA as músicas tocadas. Você perceberá como as pessoas serão tocadas e chegarão mais próximas de Deus quando perceberem que mais do que apenas vozes e instrumentos, aquelas músicas possuem VIDA e TESTEMUNHO! 

UMA SANTA MISSA PARA VOCÊ

Fonte: Comunidade Beatitudes
 

O que é ser um músico católico?

Por diversas vezes nos deparamos com desafios que a vida nos proporciona e nos propõe a ultrapassar tais como: dificuldades no trabalho, nos estudos, na vida familiar, e nos relacionamentos humanos. Isso é algo inevitável, principalmente, quando se fala em seres humanos que somos, dotados de potencialidades e personalidades distintas. Isto acontece sempre e em qualquer lugar em que nos encontrarmos.
Na caminhada do músico católico, encontraremos desafios, e o primeiro deles é o testemunho. Testemunhar o que se canta é algo difícil, mas ao mesmo tempo apaixonante, pois nos leva a conhecer em profundidade Aquele que é a razão do nosso cantar ou tocar, que nos move a ser sempre MELHORES em tudo que fazemos sem se importar com o que somos e que no dia a dia nos capacita para o serviço à messe.
Ser MELHOR a cada dia é algo que devemos nos atentar rotineiramente e que merece nossa atenção. Para isso, precisamos nos dedicar ao serviço e dar o nosso MELHOR. Comparando com músicos seculares, podemos verificar que os melhores músicos, tecnicamente falando, estão neste mercado e qual é o motivo que os move a serem MELHORES? O dinheiro. E pó que nós, músicos católicos, que temos um tesouro muito mais precioso que nenhum dinheiro nem riqueza deste mundo podem comprar, damos o que nos é conveniente?Então,  vem aquela velha questão: “mas eu trabalho o dia todo e não tenho tempo de estudar nem de me dedicar como eu deveria”, ou “esse é o meu melhor” ou até ainda “isso é relativo”. Quantas vezes nos deparamos com a seguinte situação: chegamos à missa e o som está extremamente alto, o violão está desafinado, a banda não ensaiou como deveria, a cantora ou cantor não sabe a letra da música, ou está cantando em outro tom que não o que a banda está tocando, e diversas outras situações que tenho certeza de que já presenciamos. Precisamos ter mais zelo pelas coisas de DEUS e cuidar para que a Palavra seja propagada de forma eficaz. Não devemos ser formados em alguma faculdade de música para tocarmos na missa ou evangelizar através da música, mas devemos sempre tocar e cantar melhor, dar o nosso melhor, sem nos acomodar. Estudar seu instrumento para oferecer o MELHOR.
Todos devem estar me perguntando e a UNÇÃO? Músico católico com técnica, mas sem unção não vale nada!
Tocar com propriedade e ministrando a música é função do músico católico, e a cada dia deve ser cultivado e regado. Músico católico deve ter vida sacramental como os sacerdotes, religiosos, leigos consagrados e demais membros de pastoral, porque muitas virão as tentações na vida do músico católico., Cabe a nós cuidar e fortalecer nosso espírito para enfrentá-las e ultrapassá-las. As tentações fazem parte da vida do cristão, como Cristo foi tentado nós também não estamos isentos das provações e dificuldades nessa caminhada. Adorar Jesus Sacramentado, jejuar, orar em comunidade e individualmente, e, sobretudo saber obedecer.
Enfim, ser um músico católico requer uma série de predicados que não encontramos nos músicos seculares, mas, acima de tudo, ser um músico católico é  fazer sempre o MELHOR para DEUS, seja no estudo do meu instrumento ou voz, seja na oração diária,   e na vida sacramental. Sem observar esses critérios não seremos sal e luz (Cf. Mt 5, 13-14) como nos pede o Senhor Jesus.

Mikael Veras – Vocal e Baixo – Banda Cânticos 

Fonte: site Banda Cânticos